PROJETO RESGATA MAIS DE CEM PINGUINS NOS ULTIMOS TEMPOS

Não são somente as baleias que costumam migrar pra o litoral de santa catarina nesta época do ano. Ao caminhar pela praia pode ser comum avistar pinguins durante o inverno aqui nas praias de Laguna e região. Isso porque, neste período eles saem de suas colônias reprodutivas localizadas na Argentina, Chile e Malvinas em busca de alimento, encontrado em maior quantidade durante o inverno.
Durante este percurso de migração, porém, muitos pinguins mais jovens, levados por correntes marítimas, acabam morrendo no caminho, pelo cansaço e fraqueza. Além dos obstáculos encontrados, como poluição, rede de pesca e embarcações marítimas.
Desde maio, quando foi registrado o primeiro pinguim morto, até o início desta semana, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos – PMP/BS já resgatou 102 animais em Laguna e Imbituba. Destes, 94 mortos e oito vivos, porém debilitados. Segundo o veterinário do projeto, Ariel Canena, a maioria dos pinguins resgatados são fêmeas.
Quando são encontrados com vida, os pinguins são estabilizados pela equipe de biólogos e veterinários do projeto por dois dias. Depois disso, se for necessário, são encaminhados para o centro de reabilitação em Florianópolis.
A espécie de pinguim que realiza essa migração para cá é o Pinguim de Magalhães (Spheniscus magellanicus). De acordo com a última classificação da União Internacional para Conservação da Natureza - IUCN, realizada em 2010, ele foi classificado como uma espécie de ave marinha quase ameaçada de extinção.
De acordo com a bióloga que atua no projeto, Audrey Amorim, os pinguins são bons indicadores da qualidade ambiental do ambiente.
Números do ano passado
Não é possível comparar o número de mortes de pinguins do ano passado com os deste ano, porque o projeto de monitoramento começou a atuar nas praias da região no final do mês de agosto, sendo que o inverno é a época com maior registro.
Mesmo assim, do final de agosto até novembro de 2015 foram resgatados 270 animais da espécie, sendo somente oito vivos.
O que fazer ao encontrar um animal morto ou ferido na praia?
Qualquer animal marinho que for encontrado na praia, morto ou vivo, porém debilitado, deverá ser resgatado pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias.
Entre em contato, gratuito, através do telefone: 0800 642 3341, ou pelo número: (48) 9113-9461 . Outros órgãos também podem ser acionados para entrar em contato com o projeto, como a Polícia Ambiental, a Udesc e Bombeiros, por exemplo.
Projeto de Monitoramento de Praias
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PETROBRAS de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo IBAMA e tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e mortos. Para isso, está sendo realizado o monitoramento de 2.100 km de praias entre Rio de Janeiro e Santa Catarina. Na primeira fase do projeto, a PETROBRAS firmou contrato com a Fundação Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), que realiza o monitoramento de aproximadamente 800 km de praias entre Laguna (SC) e Ubatuba (SP).
O monitoramento nesta região, coordenado pela Udesc, totaliza um percurso de aproximadamente 55 quilômetros entre a praia do Mar Grosso, em Laguna, e Praia do Luz, em Imbituba.

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